Os indicados do prêmio Eisner 2017 – algumas considerações

Chegou a época: enquanto que em mais no início do ano existe uma premiação auto-congratulatória que desde 2008 em diante parece ser completamente incapaz de acertar o melhor filme do ano de fato, de abril para maio alguns ectomorfos míopes socialmente disfuncionais e tiozões no mundo delusional da ditadura bolivariana brasileira voltam as suas atenções para o Prêmio Eisner. Já que os quadrinhos aparentemente estão amaldiçoados perpetuamente à marginalização, é um bom jeito de prestar atenção no que saiu de bom (pelo menos na opinião de meia dúzia de pessoas da banca que indicou as quais, segundo Alan Moore, contam com “uma vida pessoal terrível”) mas não soubemos, porque foi eclipsado pelo chorume habitual do mainstream super-heroico, e também validar o nosso suposto bom gosto. Vamos dar tapinhas nas costas/cuspir veneno em cima de algumas?

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Tio Sam – O Veredicto da Legião

O exercício de ler alguma obra dentro do Santo Imaculado Selo Vertigo sempre incorre na possibilidade de na verdade, no fim das contas, ela não ser grande coisa. Por consequência, tal acontecimento nos faz ponderar se o que nos restava de inteligência foi asfixiado por anos a fio de leituras de vingadores psicóticos obcecados com um jeito duvidoso de se vestir, e temer o tribunal opinativo alheio que mantém uma folha em Couché escrita “Vertigo” na parede em que seu genuflexório está posicionado e que subitamente já se considera “inteligente demais” para se dar ao árduo trabalho de ler esses mesmos “vingadores psicóticos obcecados com um jeito duvidoso de se vestir” descritos acima. Mas  dito isso, e aí, qual é a desse Tio Sam (Steve Darnall e Alex Ross, duas edições, indicado ao prêmio Eisner de 1998)?

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