Maravilhas

Acompanhar o mundo compartilhado dos quadrinhos mainstream é uma tarefa árdua em duas fases: quando criança, no qual é praticamente impossível comprar cada pedacinho cronológico presente nas bancas e quando se envelhece, a qual já se é uma etapa de exaustão de ver pessoal de colante colorido fazer as mesmas coisas para sempre dentro de um terreno gigantesco de informações a que se deve ter conhecimento prévio para compreender. Para contornar esse problema, a Marvel, que desde 60 representa uma certa inovação criativa (leia-se ter remendado ideias derivativas para maquiar um conceito “novo” expressos nas explosões visuais de gente como Jack Kirby e Steve Ditko), tentou renovar a ideia de super-herói em diversos períodos para atualizar seu produto nuclear em relação ao contexto em que se inseria: o malfadado Novo Universo Marvel, as reformulações de personagens como o Homem-Aranha, Thor e Homem de Ferro de 80 a 90 passando o manto para outros (sim, vejam só, antes desses SJW geração mimimi estragarem meus super-heróis com essa agenda esquerdalha!), Heróis Renascem e, mais recentemente, o universo Ultimate de 2000 e, em uma mídia além dos gibis, o projeto ambicioso do MCU. E esse último, particularmente, guarda hoje o universo mais interessante, para o bem ou para o mal, da editora.

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