Flo Steinberg: Legado

Julho não foi um mês gentil para os ícones da historiografia Marvel. Após a morte de Joan Lee, cuja imagem e personalidade idealizada foram nitidamente elementos fundamentais para a concepção de personagens importantes como a Gwen Stacy e a Sue Storm (nos títulos The Amazing Spider-Man e Fantastic Four, respectivamente), morreu Florence Steinberg, uma das participantes originais da mítica Bullpen e uma das faces públicas da Marvel na sua gênese na década de 60, cuja popularidade se deve em parte à Steinberg.

Continuar lendo “Flo Steinberg: Legado”

Maravilhas

Acompanhar o mundo compartilhado dos quadrinhos mainstream é uma tarefa árdua em duas fases: quando criança, no qual é praticamente impossível comprar cada pedacinho cronológico presente nas bancas e quando se envelhece, a qual já se é uma etapa de exaustão de ver pessoal de colante colorido fazer as mesmas coisas para sempre dentro de um terreno gigantesco de informações a que se deve ter conhecimento prévio para compreender. Para contornar esse problema, a Marvel, que desde 60 representa uma certa inovação criativa (leia-se ter remendado ideias derivativas para maquiar um conceito “novo” expressos nas explosões visuais de gente como Jack Kirby e Steve Ditko), tentou renovar a ideia de super-herói em diversos períodos para atualizar seu produto nuclear em relação ao contexto em que se inseria: o malfadado Novo Universo Marvel, as reformulações de personagens como o Homem-Aranha, Thor e Homem de Ferro de 80 a 90 passando o manto para outros (sim, vejam só, antes desses SJW geração mimimi estragarem meus super-heróis com essa agenda esquerdalha!), Heróis Renascem e, mais recentemente, o universo Ultimate de 2000 e, em uma mídia além dos gibis, o projeto ambicioso do MCU. E esse último, particularmente, guarda hoje o universo mais interessante, para o bem ou para o mal, da editora.

Continuar lendo “Maravilhas”

Xampu – Volume 1: O bom, o mal e o feio da juventude.

A adolescência é uma época cheia de conflitos, momentos bons e ruins, aproveitando a via ao máximo sem medo do amanhã ou se caindo em conflitos pessoais sobre a vida. Em 2016 pelo selo Stout Club, Panini republicou a obra que representa muito bem as grandes desventuras e aventuras de um grupo de amigos que viveram em uma época onde as tribos de metaleiros eram como nos filmes da Decada de 90, o contato  através de um apartamento barato sem nenhum luxo ou mesmo limpeza (cigarros 24 horas)  onde todos se encontravam na cidade dos céus cinzas. Xampu – Lovely Losers. Continuar lendo “Xampu – Volume 1: O bom, o mal e o feio da juventude.”

Os indicados do prêmio Eisner 2017 – algumas considerações

Chegou a época: enquanto que em mais no início do ano existe uma premiação auto-congratulatória que desde 2008 em diante parece ser completamente incapaz de acertar o melhor filme do ano de fato, de abril para maio alguns ectomorfos míopes socialmente disfuncionais e tiozões no mundo delusional da ditadura bolivariana brasileira voltam as suas atenções para o Prêmio Eisner. Já que os quadrinhos aparentemente estão amaldiçoados perpetuamente à marginalização, é um bom jeito de prestar atenção no que saiu de bom (pelo menos na opinião de meia dúzia de pessoas da banca que indicou as quais, segundo Alan Moore, contam com “uma vida pessoal terrível”) mas não soubemos, porque foi eclipsado pelo chorume habitual do mainstream super-heroico, e também validar o nosso suposto bom gosto. Vamos dar tapinhas nas costas/cuspir veneno em cima de algumas?

Continuar lendo “Os indicados do prêmio Eisner 2017 – algumas considerações”

Lápis Sobre Tela #1 – Ramon Villalobos

Nesta nova seção, pretendemos selecionar alguns artistas no universo dos quadrinhos e discorrer sobre suas produções nesse meio, apesar de que palavras são um pouco desnecessárias, uma vez que as suas obras já costumam falam por eles. Ou seja, sem muitas análises cabeçudas ou nitpickings chatos, somente comentários breves. Dito isso, a primeira pessoa selecionada é o peculiar mundo de Ramon Villalobos.

Continuar lendo “Lápis Sobre Tela #1 – Ramon Villalobos”