Xampu – Volume 1: O bom, o mal e o feio da juventude.

A adolescência é uma época cheia de conflitos, momentos bons e ruins, aproveitando a via ao máximo sem medo do amanhã ou se caindo em conflitos pessoais sobre a vida. Em 2016 pelo selo Stout Club, Panini republicou a obra que representa muito bem as grandes desventuras e aventuras de um grupo de amigos que viveram em uma época onde as tribos de metaleiros eram como nos filmes da Decada de 90, o contato  através de um apartamento barato sem nenhum luxo ou mesmo limpeza (cigarros 24 horas)  onde todos se encontravam na cidade dos céus cinzas. Xampu – Lovely Losers. Continuar lendo “Xampu – Volume 1: O bom, o mal e o feio da juventude.”

Os indicados do prêmio Eisner 2017 – algumas considerações

Chegou a época: enquanto que em mais no início do ano existe uma premiação auto-congratulatória que desde 2008 em diante parece ser completamente incapaz de acertar o melhor filme do ano de fato, de abril para maio alguns ectomorfos míopes socialmente disfuncionais e tiozões no mundo delusional da ditadura bolivariana brasileira voltam as suas atenções para o Prêmio Eisner. Já que os quadrinhos aparentemente estão amaldiçoados perpetuamente à marginalização, é um bom jeito de prestar atenção no que saiu de bom (pelo menos na opinião de meia dúzia de pessoas da banca que indicou as quais, segundo Alan Moore, contam com “uma vida pessoal terrível”) mas não soubemos, porque foi eclipsado pelo chorume habitual do mainstream super-heroico, e também validar o nosso suposto bom gosto. Vamos dar tapinhas nas costas/cuspir veneno em cima de algumas?

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Lápis Sobre Tela #1 – Ramon Villalobos

Nesta nova seção, pretendemos selecionar alguns artistas no universo dos quadrinhos e discorrer sobre suas produções nesse meio, apesar de que palavras são um pouco desnecessárias, uma vez que as suas obras já costumam falam por eles. Ou seja, sem muitas análises cabeçudas ou nitpickings chatos, somente comentários breves. Dito isso, a primeira pessoa selecionada é o peculiar mundo de Ramon Villalobos.

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O Fabuloso Destino de Gisèle Alain

Tal qual os quadrinhos ocidentais, as incursões dentro do mundo dos mangás são uma roleta russa: um constante exercício mental de repetir o mantra “por favor, não jogue fora os trinta e sete minutos que passei navegando no mangaupdates  procurando a combinação de tags perfeita com decisões ruins de roteiro, sexualização gratuita de menores como se fosse algo socialmente aceitável e inclusão repentina de irritantes personagens arquétipos japoneses clichês,  por favor, não jogue fora (…)” conforme se vai avançando na leitura. De vez em quando, a tentativa dá certo, e é possível achar material como o charmoso Gisèle Alain.

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Um ano de Batman v. Superman – A Epopeia do Fracasso

 

“That’s Superman gone bad. If Superman grabbed your arm and pulled really hard, he’d pull your arm out of your socket. That’s the thing you don’t see in a Superman movie. But in Watchmen, what you get is, like, ”I’m a Superman, and I really want to help mankind — but I just tore this guy in half by accident. People call me a ‘superhero,’ but I don’t even know what that means. I just blew this guy to bits! That’s heroic?”

(Zack Snyder definindo o Dr. Manhattan em uma entrevista de 2008, a respeito do filme Watchmen)

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